quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Regresso ou Recomeço?


 
 Em março de 2010 passei por uma cirurgia no joelho. Tomei conhecimento do problema, atravéz da ressonância, devido uma dor forte que durou todo um final de semana. O exame ja sugeria cirurgia devido devido desgaste da cartilagem grau IV ( total). Os médicos que me atenderam diziam que eu era muito nova e com certeza o tratamento com medicamentos e fisioterapia dariam resultado, não precisando passar por uma cirurgia.
    De fevereiro de 2009 quando surgiram as dores até inicio de março de 2010, tomei todo tipo de analgésico e antiinflamatório existentes, repositor de cartilagem e fisioterapia 3 vezes na semana.
   Com tudo isso o desconforto aumentou e chegamos a conclusão que a cirurgia seria então a solução.
   Tomar uma decisão dessas é muito difícil, pois não eram os médicos a decidirem e sim eu. Não estava correndo risco de morte, então não tinham como decidir por mim. Demorei quase 2 meses para tomar uma decisão consciente e sem "medo".
   Ao ir operar, o médico que me acompanhava me disse que como eu era nova a recuperação seria rápida e que em 15 dias eu ja estaria ótima.
   Para começar não recebi alta no mesmo dia, ficando um dia com dreno. Isso quiz dizer que não foi tão simples assim. A artroscopia que seria somente a limpeza de residuos da cartilagem para retirar a dor, foi acrescida de um posicionamento da patela e de reelese lateral. Os 15 dias se estenderam para dois meses, chegando a um total de oito meses e sete dias. Isso mesmo, demorei oito meses para retornar a minhas atividades completamente.
   Na verdade estou retornando hoje à todas atividades. Qual foi meu primeiro sentimento para esse retorno? O mesmo de antes da cirurgia. Medo.
  Medo de não conseguir realizar tudo que eu fazia antes desses oito meses. Medo desse desconforto na perna se tornar permanente. Medo de chegar no serviço e descobrir que outro está fazendo o que eu fazia e de uma maneira melhor, não sendo mais importante para o local.
   Infelizmente o medo tomou uma boa parte de minha vida, pois quando estava me sentindo melhor, as dores que era para eu ter me livrado com a cirurgia, se intensificaram, surgiu um cisto de Backer e o joelho começou a falhar e inchar. Mais repouso, mais medicações, mais fisioteraia, embora desde a cirurgia faço fisioterapia de três a cinco vezes por semana.
   E  hoje voltei. Até agora tudo bem, tenho um mundo de serviço atrasado, emails e ofícios para responder, confirmar participação em congresso, etc. Só que não se resume nisso. Tenho ainda a fisioterapia, arrumar tempo para academia, dar uma olhada e medicar meu avô que neste período ainda sofreu um AVCI leve e ainda o plantão noturno. No noturno não voltei para a clínica que trabalhava e amava (UTI) porque ainda falta  mobilidade.

     Como recomeçar quando não se sente tão bem? Quando a certeza ja não é tão certa e o medo te rodeia?
     Somente buscando forças em Deus. Versos como "Posso todas as coisas naquele que me fortalece", "O Senhor é contigo", "Não temas e nem se atemorize" " Eis que estou contigo todos os dias" são versos que tem me dado forças.
    Digo que é possível recomeçar e que é bom ter para onde voltar.
    O regresso pode te trazer medo, mas se encarar verás que o tempo que esteve fora não mudou muito ao redor, na verdade tem coisas que você gostaria que tivesse mudado, mas em nada se alterou. Foi a sua vida que mudou. você que com certeza passou a olhar a vida de outra maneira.
    Mas o dia está apenas começando, então depois posto como foi  e o que fiz nos oito meses que fiquei em casa e amanha fecho o assunto falando como sobrevivi a esse retorno.

Não importe se iremos ou se ficaremos.
Não importa para onde vá. Deus sempre estará conosco

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